17.08.2017

Juiz diz que reforma corta custos punindo trabalhador

“Em momento nenhum de nosso país se conseguiu fazer uma mudança tão radical em tão pouco tempo”, afirma o juiz do Trabalho e professor baiano, Rodolfo Pamplona, sobre a Reforma Trabalhista, durante o III Encontro Nacional de Academias de Letras Jurídicas, realizado na cidade de João Pessoa. O jurista, professor há 22 anos, garante que a reforma veio para diminuir custos à base de direitos dos trabalhadores.

A reforma foi apresentada no dia 23 de dezembro de 2016, ainda no recesso parlamentar, começou a tramitar em fevereiro e em julho o texto final foi aprovado pelo Senado. Segundo Pamplona, todo o processo envolvendo o projeto (tramitação, votação e aprovação) deu-se em um tempo muito curto e, principalmente, sem devido debate com a sociedade. “Ou seja, não foi celeridade, foi pressa. Pressa para não dar tempo de pensar e agir”, assegurou.

O  magistrado contou que quando o projeto ainda estava em tramitação, foram criadas campanhas, inclusive por ele mesmo, para haver discussões acerca da matéria. “Não éramos contra a reforma, e sim contra a forma com que o projeto estava sendo conduzido”, enfatizou o jurista, que veio à cidade de João Pessoa exclusivamente para participar das comemorações dos 40 anos da Academia Paraibana de Letras Jurídicas.

Ele, que é o presidente da Academia Baiana, afirma que sempre que tem a oportunidade de discutir assuntos pontuais do Direito e da política nacional, não deixa passar. “Precisamos trabalhar juntos para que nosso país supere essa crise política, que também é ética, moral e jurídica. Precisamos debater e conscientizar o maior número de pessoas possível”, concluiu.

Fonte: edição impressa do Correio da Paraíba


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